Rito
Carolina Barreto
Carolina Barreto foi autor.
Descrição
Construído a partir de sete movimentos, sistematicamente nomeados com palavras iniciadas por C – Casca, Ceifa, Cerne, Cimo, Cera, Cascalho e Cisma, Rito, de Carolina Barreto, aponta para certa inquietude das sensações de que busca se expropriar e mergulhar nas possibilidades de encontrar o que esteja mais aquém. Este mais aquém tem como porta de entrada o corpo, um corpo que, ao receber os sinais externos, ressignifi ca o que se perde das sensações, e as recompõe em outro ciclo de sensações. Este movimento circular e dialético, cuja síntese é o corpo – porta de entrada – só pode ser nomeado pelo uso exclusivo da palavra poética. Em sua poética, Carolina Barreto abarca o segredo das percepções invisíveis e o põe em circulação no momento mesmo de sua leitura. Ao experimentar os poemas de Rito, o leitor será marcado pelo espaço que, único e indissolúvel, a língua ocupa na folha branca. Além dos desafios poéticos que compõem este Rito, de Carolina Barreto, os desenhos de Felipe Moratori sublinham, com a mesma força das palavras a, composição de uma unidade poética em que, amalgamados, poema e desenho criam a possibilidade de o leitor percorrer um universo intenso e preciso, como são as poéticas eficazes.


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