Descrição
A imagem mais marcante de Uma lua para o bastardo recende à cultura cristã de inspiração mariana de Eugene O’Neill, sendo a figura materna muito poderosa em sua obra.
Jim Tyrone vaga pelo mundo como um morto-vivo após a morte da mãe adorada, ansiando por confessar as próprias baixezas a uma mulher com atributos de pureza, obtendo perdão para em seguida descansar em seus braços. Assim, numa noite de desespero e solidão, ele vai procurar Josie, que, a despeito de alardear uma sujeira que definitivamente não possui, tem essa identificação com uma figura maternal. Após ouvir a confissão das vilanias de Tyrone, ela compreende a melancolia, a fragilidade e a devastação em que ele se encontra. Então pega-o no colo, com a cabeça aninhada sobre o seu peito, tal como a Virgem Maria segurando Cristo morto, imagem icônica tantas vezes retratada por pintores e escultores ao longo dos séculos. Assim eles atravessam a noite, e Josie fica feliz por haver proporcionado alívio à alma atormentada do homem que ama.


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