Descrição
Guadakan & Caaguasu, o Pantanal no idioma Guató e o Mato Grande, em Ne’e gatu.
Aqui estão nove narrativas formando espécie de parte 1 da obra: o conto-missiva ironizando a nomeação da Lagoa Gaíva (Leyenda de la Lagoa Gaíva); dois contos reinventando uma cosmogonia para os Guató (Meu povo, o mepago/ Cosmogonia Guató); outro poetando sobre a alentada extinção da etnia, anunciada por Darcy Ribeiro (Nos Pantanaes); também um texto pantomima de narrativa e enredo para dramaturgia (O Casamento de Pedro e Quirina Guató); mais um conto (Borges em Guadakan).
Inclui ainda contos – mistura de historicidade e folclore – relacionados aos Ofayé: Ofayé, o povo mel; Uariê & Tasu; e mais um, Gaúcho peleador. Este de um migrante sulista, bugreiro afamado, citado na revista da USP com textos de Darcy Ribeiro (não resisti e lhe criei uma árvore genealógica. bem como uma vida em terras do Sul do Mato Grosso).
Na sequência estão os contos História de segredos e A verdadeira lenda de Quyquyho, este uma releitura da lenda e roteirizarão da composição; aquele, uma ficção urdida entre acontecimentos do século 18 e de meados do século 19 envolvendo disputas territoriais castelhanas/lusitanas, paraguaias/brasileiras – a fricção destas disputas com as tribos chaquenhas, pantaneiras – no Guadakan.
Na parte final, alguns textos ficcionando a pintura rupestre de Colorado Itá e episódios ligados aos Kadiwéu, que aqui aparecem revistos, corrigidos e ajustados; todos interpretando aspectos da cultura e história do Mato Grosso do Sul e com indisfarçável estigma borgeano, textos estes que complementam, contribuem demais para apimentar a prosa puku que é Guadakan & Caaguasu.


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