Descrição
Como Se é uma investigação sobre as condições de impossibilidade da literatura, ou seja, uma investigação literária sobre a audácia, problemática e quase arbitrária, do ato de escrever. Contudo, esta impossibilidade não inviabiliza a criação, mas se revela como fundamento abismal e originário, ou ainda, a essência vazia da ficção e é a partir deste vácuo que Claudia Chigres escreve um mundo de sensações criadas por personagens tomados por uma solidão solipsista. A prosa e a poesia surgem em jorros, tudo é escrito superando obstáculos a cada palavra, sílaba e fonema, como um gago lutando, a todo instante, contra a sua gagueira, tendo que falar tudo antes que o silêncio se imponha outra vez; prosa e poesia, portanto, são expressas com angústia e sofreguidão.
Mas isso não é tudo, Claudia ainda produz um perspectivismo literário em seus extras, pois aí revisitamos seus contos a partir daquilo que foi “cortado”, como num filme visto em DVD ou Blu-ray, e é através destes “cortes” que podemos não apenas imaginar o processo criativo da autora, mas também revisitar seus contos através de passagens, ideias e personagens igualmente precárias, problemáticas e estranhas. Então, uma literatura oximórica, porque todo livro se torna possível graças a um “como se” – como se o impossível condicionasse o possível, como se a pluralidade de perspectivas pudesse surgir do vazio ou se sustentar no nada – e é justamente este “como se” milagroso que torna o ato ficcional real (o oxímoro), pois o livro está aí, apesar de tudo.
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