A Metamorfose

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Franz Kafka

Franz Kafka (gelegentlich tschechisch František Kafka, 3. Juli 1883, Prag, Österreich-Ungarn-3. Juni 1924, Kierling, Österreich) war ein österreichisch-tschechoslowakischer Schriftsteller. Er gilt als einer der bedeutendsten Vertreter der Prager deutschen Literatur und der deutschsprachigen Literatur des 20. Jahrhunderts. Seine Werke – darunter die drei Romanfragmente *Der Process, Das Schloss* und *Der Verschollene* sowie zahlreiche Erzählungen – gehören zum Kanon der Weltliteratur.
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Kafkas Werke wurden zum größeren Teil erst nach seinem Tod und gegen seine letztwillige Verfügung von Max Brod veröffentlicht, einem engen Freund und Vertrauten, den Kafka zu seinem Nachlassverwalter bestimmt hatte. Kafkas Schilderungen unergründlich bedrohlicher, absurder Situationen haben zur Bildung des auch im außerliterarischen Kontext verwendeten Adjektivs „kafkaesk“ geführt.
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Franz Kafka (3 July 1883 – 3 June 1924) was a German-language Jewish Czech writer and novelist born in Prague, in the Austro-Hungarian Empire. Widely regarded as a major figure of 20th-century literature, his work fuses elements of realism and the fantastique, and typically features isolated protagonists facing bizarre or surreal predicaments and incomprehensible socio-bureaucratic powers. The term Kafkaesque has entered the lexicon to describe situations like those depicted in his writings. His best-known works include the novella *The Metamorphosis* (1915) and the novels *The Trial* (1924) and *The Castle* (1926). His work has widely influenced artists, philosophers, composers, filmmakers, literary historians, religious scholars, and cultural theorists.
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Descrição
A Metamorfose –
Para a família, ele era uma ferramenta, jamais um coração.
Certa manhã, Gregor Samsa acordou transformado em uma criatura monstruosa para mudar a literatura como a conhecíamos. Escrita por Franz Kafka em 1912, quando tinha 29 anos, A Metamorfose é uma obra singular. Começando a história pelo clímax, a novela busca dar conta das consequências desse acontecimento grotesco, que provoca sentimentos conflitantes nos pais e na irmã. Gregor, que até esse dia trabalhava para sustentar a família, passa a depender deles para sobreviver. À medida que se dão conta de que sua condição é irreversível, a família começa a encará-lo como um estorvo, e o caixeiro-viajante vai enfrentar angústias existenciais e rejeição familiar.
A transformação de um homem em animal não representava algo novo na literatura quando Kafka a publicou, em 1915. Afinal de contas, desde a Odisseia, de Homero, e As Metamorfoses, de Ovídio, passando pelas fábulas de Esopo e La Fontaine, até as histórias da Disney, nos acostumamos a ver pessoas metamorfosearem-se em animais. No entanto, em geral, elas alcançavam a redenção. Na peculiar fábula de Gregor Samsa, porém, a história é diferente, proporcionando múltiplas interpretações, que passam pelo absurdo existencial, a alienação, traços de uma possível depressão, além de uma família disfuncional. A saúde mental do personagem nos guia por recantos sombrios, evocando temas atuais como ansiedade, depressão e suicídio implícito. Dores eternas da alma que ecoam em cada fresta dessa obra-prima.
Escrita no início do século XX, essa novela é uma das primeiras a tratar da modernidade não como tema, mas como elemento estruturante da narrativa. O personagem principal dessa história não é um herói romântico, capaz de, com a força de sua vontade, subjugar a vida e moldá-la aos seus próprios desígnios. O que Kafka nos mostra é que uma estrutura gigante, anônima, impessoal e invisível conduz a vida de seus anti-heróis.
Para dar conta dessas inovações literárias, o autor, nascido em Praga, criou um narrador que não se caracteriza pela onisciência, como ocorria na literatura até então. O narrador de A Metamorfose não tem acesso aos pensamentos mais profundos de Gregor Samsa. A história é contada como se estivéssemos confinados no quarto junto com o personagem, e vamos tomando conhecimento da sua subjetividade à medida que o protagonista vivencia todas as fases dessa experiência: a transformação, a adaptação e a rejeição.
A Metamorfose transcende seu tempo. A edição especial que a DarkSide® Books apresenta aos leitores, dentro da marca Medo Clássico, é ricamente ilustrada e conta com paratextos especiais sobre a criação, a criatura e sua relevância. O cineasta David Cronenberg, de A Mosca (1986), evoca na Introdução a clássica abertura da novela para refletir: “Sou um inseto que sonhou que era um humano e adorou isso. Mas agora o sonho acabou, e o inseto acordou”. Além dele, temos uma apresentação do tradutor, Ramon Mapa, que comenta as inovações introduzidas pela novela, que alcançam o cinema, antecipando o body horror, e iria influenciar os filmes de horror décadas depois. Walter Benjamin comenta o papel fundamental de Max Brod para a sobrevivência da obra deste que é considerado um dos mais importantes autores do século XX. Além disso, uma história editorial, possíveis leituras do clássico e uma cronologia sobre o autor complementam a edição, em que Kafka explora o absurdo da condição humana. E questiona o que resta de nós quando o mundo nos condena como monstros.
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