Terra encharcada – um romance proscrito da Amazônia
De acordo com Américo Moraes, a crítica histórico-literária brasileira ignora a obra de Jarbas Passarinho, “Terra Encharcada”. Para o autor, os intelectuais, jornalistas e críticos literários passaram os olhos sobre o romance “de forma superficial”, julgando a obra literária, não por seu teor literário, e sim pelo passado político do escritor, não lhe conferindo “qualquer exame e/ou leitura mais profunda”. Américo defende que é preciso trazer justiça à obra – tanto pelo seu teor estético quanto pela sua importância dentro do cenário literário de expressão amazônica e nordestina. Américo afirma que é preciso “reconhecer os méritos e deméritos do autor Jarbas Passarinho”, levando em consideração a análise literária do livro e “esquecer sua faceta de militar-político, uma vez que esta última característica não interfere em absolutamente nada naquilo que é senão essencialmente literário”.