
Representações sociais, valores morais, bússolas morais, hipercultura e segurança pública: Um estudo com criminosos, policiais e cidadãos comuns na região metropolitana do Recife
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Representações sociais, valores morais, bússolas morais, hipercultura e segurança pública – Um estudo com criminosos, policiais e cidadãos comuns na região metropolitana do Recife
A Segurança Pública é um fenômeno complexo de grande importância social,
envolvendo a criminalidade e violência, o policiamento utilizado para controlá-las
e ações de prevenção. Todos os segmentos da sociedade estão envolvidos nela,
podendo se classificar os seus agentes nos seguintes grandes grupos: policiais,
criminosos e demais cidadãos. No Brasil, em particular, os policiais subdividem-se
principalmente em civis e militares, cada um com o seu papel, embora existam
ainda outras modalidades com efetivo menor. A dinâmica do sistema de segurança
é dada principalmente pelo comportamento e interação entre esses agentes.
Segundo Moscovici (1978), as pessoas constroem seu conhecimento acerca
do mundo, e com ele interagem, em função de imagens e ideias construídas
nas práticas sociais através das comunicações cotidianas, sendo esta a noção
de Representação Social. Partindo dessa premissa, o presente trabalho teve
como objetivo avaliar as representações sociais dos agentes do sistema de
Segurança Pública acerca uns dos outros, relacionando-os com os diversos
elementos psicológicos, sociais e culturais característicos de cada um. Para tanto,
foi realizado um estudo empírico com 120 adultos da região Metropolitana do
Recife, sendo 30 cidadãos comuns, 30 policiais civis, 30 policiais militares e 30
criminosos condenados, em que se procurou avaliar as representações sociais
que eles têm de si mesmos e uns dos outros, além de sua sociodemografia,
bússolas morais, valores morais (Schwartz, 2006) e hipercultura (Souza, Silva,
Silva, Roazzi & Carrilho, 2012). Foram usados como instrumentos de pesquisa
um questionário especialmente preparado contendo perguntas sobre sexo, idade,
escolaridade, renda, bússolas morais e atitudes em relação à criminalidade, bem
como o Questionário de Valores Humanos Básicos (Schwartz, 2006) e a escala
de Hipercultura (Souza, Silva, Silva, Roazzi & Carrilho, 2012). As representações
sociais foram avaliadas em função de um instrumento de avaliação especialmente
desenvolvido, baseado na associação de 14 palavras descritivas a cada grupo. A
partir de análises estatísticas dos dados coletados, evidenciou-se que: (a) existe
um perfil sociodemográfico, moral e hipercultural específico para cidadãos, policiais
civis, policiais militares e criminosos; (b) o instrumento de associação de palavras
mostrou-se capaz de gerar indicadores estatisticamente consistentes e capazes
de avaliar as representações sociais dos grupos acerca uns dos outros; (c) cada
grupo tem suas representações sociais específicas de si mesmo e de cada um
dos quatro grupos; (d) parece haver uma clara relação entre as representações
sociais e as diversas medidas psicossocioculturais. Esses achados apresentam
implicações importantes para a compreensão da dinâmica social da Segurança
Pública e suas eventuais causas, bem como para a elaboração de políticas
públicas mais eficazes.
Especificação: Representações sociais, valores morais, bússolas morais, hipercultura e segurança pública: Um estudo com criminosos, policiais e cidadãos comuns na região metropolitana do Recife
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