Raízes da razão androcêntrica – o silêncio no ensino das humanidades
No livro “Raízes da Razão Androcêntrica”, Guilherme Paiva de Carvalho apresenta um retrospecto genealógico da Filosofia Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea, a fim de constatar que as bases epistemológicas deste campo do saber ergueram os muros para conter e alijar os modos de pensar das mulheres enquanto filosoficamente válidos e reconhecidos. Portanto, presta-se ao serviço de recuperar a história das ideias dessas mulheres que produziram discursos e formularam pensamentos no contexto em que viveram e exerceram contrapontos às ideias hegemônicas e à dominação masculina.
O autor inicia o livro localizando sua identidade, centrada na figura masculina e na cultura ocidental do homem branco/mestiço, afro-latino e de classe média, de modo a admitir as raízes da razão androcêntrica fincadas em sua subjetividade, os valores culturais de raça, classe e gênero que também produzem raízes simbólicas e privilégios sociais em relação ao discurso das mulheres. Todavia, mantendo algumas periferias e procurando refletir e desarrumar em si a constelação dos valores hierarquizantes e excludentes relacionados à inferiorização atribuída às mulheres, segue a esteira de Grada Kilomba (2019) quando aconselha que o sujeito branco deve se perguntar sobre as raízes de seu próprio racismo e iniciar aí o seu processo de desmantelamento.
Especificação: Raízes da razão androcêntrica: o silêncio no ensino das humanidades
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