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Em O sonhar da violência, Isaac Castro dá voz a uma figura cuja presença se normalizou com o bolsonarismo: o “pai de família” com ideias de diversão perturbadoras – neste caso, um policial.
Cotidiano de brutalidade e indiferença
O livro se estrutura como um diário macabro, marcado pela naturalização de descrições gráficas, acompanhando o dia a dia desse homem tanto na corporação quanto em sua casa, imerso em um casamento frio.
Desejo reprimido e reaproximação afetiva
O desejo reprimido por homens acaba por reacender sua relação com a própria companheira. Uma prostituta também cumpre esse papel de catalisadora emocional.
Uma narrativa que mergulha no cotidiano brutal de um policial obcecado pelo poder
Desejo homoerótico como motor de reaproximações afetivas
Sonhos de destruição refletem a escalada corrupta do protagonista
Violência, dinheiro e delírio de grandeza
Conforme o dinheiro sujo entra, fruto de extorsões diversas, o protagonista passa a ter sonhos com um gigante que destrói continentes com poucos passos – possivelmente reflexo de sua própria ascensão escusa.
Especificação: O sonhar da violência:
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