No começo era o ato – uma leitura do seminário O Ato Psicanalítico, livro 15, Jacques Lacan
“No Começo era o Verbo … e o Verbo se fez carne e habitou entre nós …. Assim começa o primeiro capítulo de Gênesis. Goethe, por meio de sua personagem Fausto, ao pretender traduzir a Bíblia para a língua alemã, depara-se com a frase do Evangelho de João e se detém, questiona e conclui: No começo era o ato. Ao criar um novo mito, o do pai primevo em Totem e Tabu, Freud termina, parodiando Goethe: No começo foi o ato, referindo-se ao ato do parricídio que funda a civilização. E assim, declinando a frase, chegamos à leitura que fazemos de Lacan:- No princípio era o significante que marcou a carne, que se fez corpo. Enfim, No descomeço era o verbo, diz o poeta Manoel de Barros. Chegamos ao poeta que precede o analista no saber da psicanálise. Desconstrução dos sentidos nos quais nos alienamos, ruptura, cortes que vão criando um vazio fecundo. Liberando-se das fixações e do sofrimento neurótico, descobre-se que o inconsciente pode ser estruturado como a poesia e esta, por estar difusa no mundo, torna-se possível ser extraída do chão do cotidiano.”
Especificação: No começo era o ato: uma leitura do seminário O Ato Psicanalítico, livro 15, Jacques Lacan
|
1 avaliação para No começo era o ato: uma leitura do seminário O Ato Psicanalítico, livro 15, Jacques Lacan
Seja o primeiro a avaliar “No começo era o ato: uma leitura do seminário O Ato Psicanalítico, livro 15, Jacques Lacan”


Não existe nenhuma avaliação ainda.